segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

FREELANCER PARA REVISTA UMA (2010)

Em 2010 eu estava finalizando meu curso de Jornalismo e peguei alguns freelas. Entre os publicados estão esses aqui:


REVISTA UMA, edição 112 - ABRIL/2010
Terremos nacionais - Realidade ou ficção? - Página 20
De volta ao passado - Página 78 

REVISTA UMA, edição 113 - MAIO/2010
Maquiagem na medida certa - Página 20
Homens! Pecados capitais - Página 69


quinta-feira, 23 de maio de 2013

FACETRUQUE AUMENTA MENTIRA NAS REDES SOCIAIS

Hoje, ouvindo a BandNews FM, não pude deixar de transcrever a coluna da Inês de Castro. Como jornalista, apaixonada por todo e qualquer tipo de comunicação, fico cada vez mais revoltada com a capacidade "camaleão" que o ser humano tem de ser nas redes sociais. 


Dentro do Espelho, com Inês de Castro
Facetruque tenta melhorar fotos e aumentar a mentira nas redes sociais

Depois das fotos dos bebês dentro dos repolhos, dos girassóis, daquelas imagens das noivas em preto e branco na bruma da praia. Agora chegou a vez do Facetruque. Trata-se de um site que promete exatamente isso, melhorar as fotos que a gente posta na web. Por 10 ou 15 reais esse serviço de tratamento de fotos tira ruga, afina cintura, apaga a celulite, corta fora aquela pança de cerveja e até dá uma disfarçada na careca. E isso é ótimo, maravilhoso pra configurar aquilo que as redes sociais já são pra muita gente, uma grande mentira!

Sim, todo mundo sabe que as redes sociais são uma excelente ferramenta de promoção, mas como precisa de sabedoria para usar direito e adequadamente esse recurso.

Esta semana uma das celebridades mais polêmicas do Twitter, deletou a sua própria conta depois de afirmar que ela não conseguia segurar a língua dentro da boca, e fez bem porque é mesmo o que diz bem o ditado "Quem diz o que quer ouve tudo aquilo que não quer e um pouco mais".

Mas de volta as imagens tratadas nas redes sociais de novo, assim como quem usa mal o Twitter e o Facebook, elas também podem gerar muitos incômodos, decepções, e podem inclusive trair o usuário.

Imagina só numa entrevista de emprego, você manda virtualmente o seu currículo com aquela foto em que você aparece jovem, magro, com cabelo, sem rugas, a empresa impactada pelos seus predicados e possivelmente com a sua imagem e te chama para uma entrevista presencial. Então você chega lá com o seu eu de verdade, que tem rugas, não tem lá muitos cabelos, tem uma barriguinha a mais. E aí como você vai explicar aquela mentira inicial que você contou mandando uma foto que não mostra quem você é?

Não é melhor aceitar a realidade do que passar por mentiroso?

Links: Matéria no UOL sobre o Facetruque, ou tratafoto.com.br (domínio verdadeiro).
Áudio da coluna da Inês de Castro: http://bandnewsfm.band.uol.com.br/colunista.aspx?cod=37 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

E AS FAMÍLIAS?


Bom dia ao mundo perdido.

A cada dia uma notícia que choca mais. Famílias se desfazem como se fossem contratos a ser rasgados, e ali os filhos são parte quase que inexistente. Não sei se venho de algo muito tradicional e demoro a compreender as mudanças, mas não tenho outra expressão para descrever minha indignação com o descaso que o mundo de hoje tem pela família.

Não consigo entender como um homem que escolhe uma mulher para namorar, e durante esse relacionamento descobre o amor e o valor daquela mulher para ser sua esposa e mãe dos seus filhos, sua companheira... Esse homem um certo dia resolve sair de casa como se nada tivesse. Como se aquela esposa não fosse uma escolha e os filhos (muitas vezes ainda pequenos) agora motivo da razão de viver.

Homens que se entregam a um prazer momentâneo, num mundo em que a cultura do prazer está cada vez mais disseminada e apoiada. Um homem que atrás desse prazer encontra outra mulher a engravida e abandona sua outra família como se a felicidade dele fosse a única coisa que importa.

Sociedade egoísta, em busca de prazer do momento e carente de amor verdadeiro, duradouro e fiel.

(OBS.: Falei de homem, mas está tudo tão perdido que já existem mulheres iguais ou piores).

Sem mais.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

BEM VINDOS AO BRASIL


"BEM VINDOS AO BRASIL, onde novela, carnaval e futebol são mais importantes que educação, saúde e segurança."

Hora! Primeiro preciso dizer que dificilmente me agrado desses jpeg's criados por páginas de nomes duvidosos que brotam no Facebook. O amigo compartilha, o outro para se dizer culto, 'antenado' e politicamente preocupado compartilha também.

Além dos três estarem conectados a rede social, outras coisas ligam esses usuários. A primeira é que provavelmente todos estão preocupados em se popularizar, em passar uma boa imagem. E a segunda e mais preocupante é que os três fizeram isso sentados numa cadeira, da qual não saíram. É o típico e popular “Quer mudar o mundo com a bunda colada na cadeira”.

É claro que eu também escrevo sentada (na verdade agora deitada, num momento de insônia, escrevendo pelo bloco de notas do meu smartphone). Mas continuando o raciocínio...

A frase diz: BEM VINDOS AO BRASIL, onde novela, carnaval e futebol são mais importantes que educação, saúde e segurança.

Como comunicadora, digo com propriedade de causa que 'o país' só exalta aquilo que seu povo clama. A mídia gira em torno do que o povo aprecia, aprecia dando audiência, comentando, comprando e consumindo.

Isso explica os patrocínios bilionários ao futebol e carnaval, os segundos milionários no horário nobre, e os merchans durante as novelas. Tudo girando pelo consumo, pela lei do varejo, da marca, do vende mais quem aparece mais.

Num país em que criticar é culto, todos criticam e pouco se faz. Tem quem critica os patrocinadores do futebol, e quem critica os apoiadores de uma ONG que divulgam na mídia essa 'boa ação' como se enxergasse ali um alto promoção desnecessária.  

Assumindo que somos e sempre seremos uma sociedade capitalista. Quero dizer que é fácil criticar dizendo que nosso país tem X ou Y mais importante, quando todos nós fazemos parte dele.

Enquanto novelas, futebol e carnaval, dominarem os Trend Twittes, os inúmeros jpeg's compartilhados, as conversas, as discussões, a maior audiência da TV, o maior caderno do jornal e os melhores programas do rádio, seremos sim o país que mais exalta esses assuntos.

Essa semana muito se falou de NFL e Super Bowl e tive que comparar. Nos Estados Unidos o futebol americano tem sim uma visão massificada e gira toda uma indústria de lucro. A diferença está na cultura de base desse evento.

Garotos crescem sonhando em jogar uma final do Super Bowl, para chegar ali jogam nos times das suas escolas, onde recebem incentivos para estudar. Onde as empresas que mais tarde estarão nos telões do mais caro evento esportivo do mundo, patrocinam a escola, o time, dão ajuda de custo para que esse garoto não precise trabalhar e assim possa se dedicar inteiramente a escola e aos treinos de futebol. Quando jovem, as universidades buscam esse estudante para ingressar no time da mesma, e compor o grupo de universitários. Esse jovem é destinado a jogar e estudar.

Francamente não sei dizer com propriedade se na pratica tudo ocorre tão bem como na teoria americana, mas eis aí um bom modelo a ser seguido. Vamos patrocinar primeiro a educação, a saúde e a segurança e como consequência ter o melhor futebol, a melhor estrutura de saúde e segurança para acudir os bêbados e baderneiros do carnaval e a cabeça tranquila para apreciar o entretenimento das novelas.

Gostaria de me estender, enfatizar que hoje nosso país já tem leis de incentivo ao esporte, cultura, saúde, educação, segurança e meio ambiente. Empresas interessadas em apoiar projetos dessas secretarias recebem dedução de imposto e ainda ganham espaço para divulgar a marca nos locais e eventos promovidos pela mesma.

Porém, no país onde também reina a corrupção e muitos, se quer, procuram conhecer esses projetos, pois se assustam com a palavra “impostos” com medo de cair na malha fina da Receita Federal, atrelada a falta de divulgação da mídia, tudo continua na mesmice, como sempre foi.

Estamos sentados na cadeira esperando a próxima Copa do Mundo, o próximo carnaval e a próxima novela das 9!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

POR UM 2013 MELHOR!

Porque dormimos?
Porque acordamos?
Porque fazemos planos?
Porque fazemos dívidas, contratos e projetos a prazo?
Porque perguntamos a idade?
Porque adquirimos bens?
Porque sonhamos?
Porque trabalhamos e estudamos?
Porque contamos o tempo?
Porque estamos nos despedindo dessa sexta-feira como a última do ano?
Porque estamos nos abraçando desejando boas festas?
E porque terá festa?
Afinal porque contamos o tempo.

Não tenho maneira mais simples e objetiva para responder essas perguntas se não dizendo que a fazemos tudo isso porque VIVEMOS, porque acreditamos na VIDA e no poder que ela tem de continuidade.

Apesar de saber que a morte é o único destino certo, a VIDA é que nos impulsiona a querer mais, a acreditar, a sonhar, a trabalhar, a casar, a se separar, a ter filhos, a sonhar em ter filhos (eu rsrs)...

Sem perspectiva de vida não tem ano novo, não tem 2013.

Jamais descartando o que se passou afinal o passado é a base do que somos hoje. É nossa grande mochila que se torna leve ou pesada dependendo de como a mantemos.

Se contamos o tempo acho justo quem estabelece metas para um ano novo, um dia novo... faz parte de nós ser assim. Espero cultivar a esperança de um ano melhor, com um noticiário menos trágico, menos corrupto, menos assassino, menos doloroso, com menos ou se possível nenhuma perda para o céu.

A meta de SER FELIZ depende única e exclusivamente de cada um de nós. Já a meta de fazer um MUNDO MELHOR depende da nossa confiança, prestação, amor e crença universal de que não existe felicidade enquanto o outro chora.

Aos que tem esperança e arregaçarão as mangas por um ano melhor desejo um FELIZ 2013! Contem comigo, afinal SIM é meu sobrenome =)


"O seu sorriso é a minha felicidade" Natalia Maria

"Ser feliz é para quem tem coragem" Dona Canô

domingo, 16 de dezembro de 2012

SAUDAÇÕES TRICOLORES #SaoPauloFC77ANOS

Em 16 de dezembro de 1935 nascia um time que 57 anos depois faria uma bebê de três anos se apaixonar. Faria um coração bater acelerado quando via seu irmão, então com sete anos, desenhar por toda parte um símbolo, e rabiscar as paredes brancas da sala com vermelho e preto.

Estavam ali as três cores que me fariam gritar loucamente, roer as unhas até sangrar, pular, chorar, sorrir... e hajam reações. Sim é ele SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE. 

O mais curioso dessa história é que diferente da maioria eu não segui a tradição da família, meu pai nunca nos influenciou a seguir a opção corinthiana dele. Eu fui sem dúvida influenciada pela paixão do meu irmão, (que até onde sei) começou em 1992 na era do nosso Telê Eterno. Não digo que sou são paulina por opção, mas por amor.

Amo o time mais jovem e com mais títulos da história do futebol brasileiro profissional.

Só quem ama um time como meu Tricolor sabe o que é vestir vermelho, branco e preto e automaticamente estampar um sorriso no rosto. Sentir o coração bater mais forte a cada gol, e achar que vai ter um ataque cardíaco quando gritar É Campeão.

É chorar quando vê a derrota, é xingar do presidente ao faxineiro quando as coisas não vão bem. É querer ir ao estádio para ver milhares de torcedores unidos por um mesmo ideal - A vitória. É fechar os olhos e sentir que a vibração da torcida te alimenta, te anima, te revigora e te dá esperança.

Mesmo sabendo que hoje o meu e tantos outros times são empresas, que lucram e muito com a minha paixão. Eu não vou desistir. Eu não vou deixar de ir no estádio, deixar de comprar as camisas, porque estou enriquecendo alguns 'poucos'.

Eu não vou deixar, porque há 77 anos - quando futebol não era a indústria que é hoje - nascia um time, nascia uma história, nascia o time mais vitorioso do Brasil. E juntos merecemos confiança, eu para minhas emoções e o time na luta pelas raízes de superação e vitórias.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

REDES SOCIAIS X CORPO A CORPO


Tanto se falou essa semana da privacidade nas redes sociais. Li tanta coisa, e não vou mais cair no clichê das criticas, é apenas uma constatação pessoal. Ok?

Observando percebi o quanto estamos presos as 'noticias' que as redes sociais nos fornecem. Notícia entre aspas para não dizer fofoca na telinha azul e branca. 

Já pensou como você sabe muitas coisas a respeito dos seus amigos? Só esse fim de semana eu soube quem está grávida, quem noivou, quem terminou o namoro, quem viajou, inclusive para onde e com quem. Soube quem foi no médico, hospital, quem está de luto, quem ficou em casa no sábado a noite, quem saiu, e quem até como eu foi no Parque (e graças ao tão criticado check-in pude encontra-lá). 

Essa noite mesmo sonhei com uma amiga muito especial que não vejo a vários meses. Ela faz aniversário essa semana, e talvez seja alguma percepção minha, ou apenas saudade. Quando acordei peguei o celular e vi dois posts dela. Aquilo já soou como: --Está tudo bem viu! E na hora passou minha necessidade de ligar. 

Conto isso para refletirem o quanto nos afastamos dos amigos, o quanto nos acomodamos, o quanto nos conformamos com informações dadas da maneira que o amigo quer passar. 

Estamos perdendo o tato do abraço. Ou aquela percepção de um amigo que sabe ao olhar quando você está bem ou mal. 

É claro que temos um amigo, ou um grupo de amigos que saímos sempre, que vemos sempre, que está na nossa lista principal de bate papo. Mas repara se esse amigo não é quase sempre alguém que de certa forma está inserido na sua rotina, e por isso se vêem e se falam sempre. 

Quando esse amigo sai da zona de conforto, você volta as atenções para a rede social que é responsável por 'manter' o contato. 

Eu temo os efeitos que o uso exagerado dessa rede pode proporcionar. Pessoas reclusas, presas as suas páginas, seus computadores, contentes com a realidade embaçada que a rede social oferece. 

Não se marca mais um simples sorvete no shopping com um grupo de amigas do tempo da escola. Não tem mais uma curiosidade que incentive esse encontro, pois é possível saber de tudo por aqui antes dela contar. Aliás, é possível ver até mais detalhes. Por exemplo: Se ela conta que está namorando você já entra no perfil do namorado, dá sua opinião sobre a beleza, observa opção religiosa, onde trabalha, família, tem aquelas que até dão um toque "Olha tem uma piriguete curtindo tudo que ele posta". E a propósito porque vocês não colocaram relacionamento sério ainda? 

Sentiram? Não teve aquele contato, não há como saber se o olho dela brilha quando fala dele. Se ela está com aquele sorriso de orelha a orelha, que como diria minha mãe 'alegra até as plantas'. Você sabe o que e o quanto quis ver ao “fuçar”, e não o quanto ela contou. 

Se você consegue manter uma relação pessoal com a maioria dos seus amigos, parabéns! Você ainda não ficou escravo da rotina de trabalho, estudos, casa, e se contenta com o que vê apenas na internet com a desculpa de que não tem tempo. (Aqui poderia falar das horas que fica na frente do computador, e como não se importa, pois está no conforto da sua casa).

Agora se você fala muito que está sem tempo comece a se preocupar. O destino mais certo de quem opta por trocar o pessoal pelo virtual é continuar horas na frente da telinha azul e branca, sabendo muito e vivendo pouco. 

Viva o corpo a corpo!