Fiz tantas reflexões esse ano. E escrevi tanto sobre elas que dessa vez seria redundante escrever uma crônica falando de TUDO que passou.
Vi muita gente reclamando, pedindo para esse ano 'ímpar' acabar logo. Mas acorda pessoal! Réveillon, virada do ano, e toda essa festa é para comemorar o melhor remédio das dores: O TEMPO.
2011 foi o ano excepcional quando o assunto foi amizades. Nunca achei que uma simples mudança de roteiro no Carnaval e uma mais simples ainda ida ao estádio trariam tantas pessoas para o meio. Hoje que sorrindo agradeço muito a Deus por ter conhecido cada uma delas. E isso é a vida, esse é o ano.
Pessoas vem e vão das nossas vidas. Dinheiro, família, sentimentos, realizações, viagens, emoções, sorrisos e lágrimas permanecem, ou simplesmente passam no ano. E assim será em 2012, 2013, 14, 15... E quanto mais anos cada ser humano tiver que viver.
De verdade espero um 2012 melhor, afinal é normal desejar sempre mais. Sobretudo, desejo um ano com mais amor, mas o amor universal - onde a sociedade se respeita, torce, vibra e colabora com as conquistas alheias.
Quero um 2012 de paz, amor e respeito em sociedade e assim ficarei muito feliz. O resto vem com as ações de coração limpo. O resto vem por merecimento, vem simplesmente saber viver.
Ano terminado e é comum fazer um balanço. Pensar no que deu certo e errado, imaginar como seria se tivesse feito diferente.
Ontem em um dos encontros de amigos, falamos de pessoas que conseguem as coisas por meios (diríamos da não mais correta maneira) e refleti: Como são as coisas...
Se eu quisesse e tivesse a coragem que certas pessoas tem, realmente 2011 teria sido um ano diferente, ou melho...r... toda a vida poderia ter sido diferente.
Eu já estaria com meu tão sonhado filho nos braços.
Teria o emprego dos meus sonhos.
E sem dúvida não moraria onde eu moro.
E é verdade. Todo mundo pode ter RAPIDAMENTE o que quiser... Uns roubando, outros se aproveitando de pessoas e situações. São inúmeras as formas de se conseguir o que quiser, todas elas absolutamente inconsequente.
Esse discurso pode até parecer juízo de valor, que é totalmente permitido quando escrevo uma crônica.
Eu sinceramente não sei ser do tipo que acha que os fins justificam os meios. Eu acredito no TEMPO. Acredito na luta licita. Acredito em Deus!
Essa semana ouvi uma história que me deixou de olhos literalmente arregalados. Uma 'menina' de 17 anos foi pivô da separação de um casal de amigos. O homem em questão tem 65 anos, e assumiu publicamente o caso com a garota que está grávida. Resumindo... Amanhã ela embarca para Londres com a mãe onde passará as festas e fará o enxoval do bebê.
Sem mais julgamentos, eu não entendo o que leva uma pessoa a fazer isso. Seja o homem, por jogar um casamento de anos. Seja da garota por sei lá qual o motivo (não quero julgar mais do que minha cabeça julgou).
Esse foi só um exemplo. No fim de tudo queria dizer que certamente pessoas que conquistam as coisas de maneira fácil não são felizes completamente. Lendo isso você pode dizer que é um cidadão correto e também não é feliz por completo.
Eu te peço para PARAR de pensar que felicidade é apenas muito dinheiro no bolso, amor e vida boa.
Felicidade, é impagável, incalculável e imensurável. Felicidade é deitar a cabeça no travesseiro e dormir em paz. É olhar para as paredes da sua casa e agradecer o 'lar' e não a construção. É ser exemplo de dignidade. É apanhar do tempo, para aprender a dar valor as conquistas que a vida dá.
Alguém duvidou que aos 76 anos seríamos o time mais jovem e com mais títulos da história do futebol brasileiro?
Já ouço os rumores de outros torcedores dizendo que somos convencidos, e que eles não vivem de título. Pensei em começar essa crônica dando apenas os parabéns e como o São Paulo Futebol Clube, mexe com as minhas emoções.
Mas só isso seria redundante e entraria naquele velho discurso -- 'Olha ela aí fazendo declaração de amor para um time de futebol'.
Essa discussão eu vou pular repetindo as palavras da cronista Anna Christina Saeta de Aguiar "Tem muita coisa melhor do que futebol e não apenas isso, tem muita coisa mais necessária, mais útil, mais desejável do que o futebol. Não é o caso de discutir a desimportância que tem um esporte de massa frente à fome, à falta de escolas, hospitais e segurança. E, claro, futebol também não supre a necessidade primal de amor do ser humano. Mas a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão, arte e quer o direito de ter uma paixão que não se explica - O FUTEBOL."
São Paulo, Morumbi, Telê Santana, Raí, Rogério Ceni - são palavras e retratos de uma paixão, ou melhor de um amor pela camisa. Só quem ama um time como meu Tricolor sabe o que é vestir vermelho, branco e preto e automaticamente estampar um sorriso no rosto. Sentir o coração bater mais forte a cada gol, e achar que vai ter um ataque cardíaco quando gritar É Campeão.
É chorar quando vê a derrota, é xingar do presidente ao faxineiro quando as coisas não vão bem. É querer ir ao estádio para ver milhares de torcedores unidos por um mesmo ideal - A vitória. É fechar os olhos e sentir que a vibração da torcida te alimenta, te anima, te revigora e te dá esperança.
Mesmo sabendo que hoje o meu e tantos outros times são empresas, que lucram e muito com a minha paixão. Eu não vou desistir. Eu não vou deixar de ir no estádio, deixar de comprar as camisas, porque estou enriquecendo alguns 'poucos'.
Eu não vou deixar, porque há 76 anos - quando futebol não era a indústria que é hoje - nascia um time, nascia uma história, nascia o time mais vitorioso do Brasil. E juntos merecemos confiança, eu para minhas emoções e o time na luta pelas raízes de superação e vitórias.
Como eu te amo Tricolor, como eu te amo demais. O dia em que tu desistir eu não quero sorrir nunca mais!
"SENTIMENTOS MOVIDOS POR UM IDEAL" desde 16.12.1935
Na maioria das vezes
eu não preciso de um "Vai dar tudo certo"... E sim de um "Eu vou
estar aqui até quando as coisas derem erradas!"
Acabei de ler essa frase e passou um filme na
cabeça. Quantas vezes ouvi de inúmeras pessoas esse "Eu vou estar aqui até quando as coisas derem erradas!" e
hoje não estão. Não estão porque a vida mandou para longe de mim. Algumas eu
não vejo mais todo dia, outras não me ligam mais, e-mail só no aniversário e
olhe lá.
Não são mais aqueles que te ligam só para dar
bom dia, ou perguntar se está tudo bem. Que perdem uma noite de sono junto com
você só por saber que as coisas deram de fato errado.
Resgato e-mails, fotos, cartinhas, até aquelas
declarações nas agendas do tempo da escola, e vejo que tudo se foi. É tão
triste e tão normal saber que as relações, fora do lar são assim mesmo. Amigos,
colegas, professores, chefes, namorados, vem e vão. Mesmo sendo comum é dificil
aceitar, é dificil lembrar que aquela pessoa já olhou nos seus olhos, já
apertou sua mão e principalmente te abraçou com todas as forças e disse “Conte
sempre comigo”.
E onde ela está agora? Talvez ocupada com a
vida corrida, ou preocupada com seu novo amor, novo amigo, novo, novo e novo.
Às vezes dá uma saudade, ou passamos por um Déjà vu que pensamos como seria aquela
situação, se aquela pessoa estivesse com você. O que ela falaria? O que faria?
Ou o que fariam? Sim no plural, porque vocês eram tão unha e carne que a
maioria das coisas faziam juntas.
Meu apelo aqui é para que as pessoas tomem
cuidado com o que falam, e é também um puxão de orelha em mim, porque em
determinados momentos eu já falei isso para pessoas que hoje não vejo mais.
Algumas porque moram longe, outras porque
simplesmente se afastaram e nas tentativas de estabelecer contato não tive sucesso,
e outras por ‘relaxo’ mesmo, prefiri ocupar meu tempo livre fazendo programas
de namorado, do que tirar um dia no mês para visitar um amigo distante.
Sei que esse amigo vai me ligar se alguma
tragédia acontecer, e quando falo tragédia, é uma coisa bem ruim mesmo. Como
perder minha mãe ou meu pai, eu sei que de uma forma ou de outra ele vai saber
e vai me procurar. Mas terá tantas pessoas por perto que ele será só mais um
convalecido pela minha tristeza. Eu quero esse amigo antes, antes das perdas, antes
das tragédias. Eu quero esse amigo SEMPRE do meu lado, e para sempre.
Por fim... quando dizem para tomar muito cuidado com as palavras é de verdade para tomar cuidado, e quando dizer o SEMPRE, ou o NUNCA vou te abandonar, que seja de coração e verbo. Afinal, verbo = ação. Algumas pessoas esquecem, mas a grande maioria lembra. Lembra de todos que disseram olhando nos seus olhos "Eu vou estar aqui até quando as coisas derem erradas!" E hoje não estão.
A mãe que carregou aquele bebê na barriga, que por noites e noites o acalentou em seus braços, que estranhou as primeiras noites que ele dormiu ininterruptamente, e por isso acordou pelo menos umas três vezes só para ouvir o coraçãozinho dele bater. Para alguns pode parecer uma cena boba, mas só quem é mãe ou tem uma vontade imensa de ser (que é o meu caso) – se derrete ao ver uma criança levando sozinha um pedaço de pão a boca. E fica com olhar furioso quando vê todas as coisas do armário no chão, quando eles aprendem a fuçar atrás de uma guloseima, mas que o coração logo fica saltitante por ver que seu filho está aprendendo a ser independente.
Ando muito boba, quero todas as crianças perto de mim. Reparo em cada detalhe, fico impressionada com a evolução diária deles, e como uma simples palavra que entra no dicionário deles vira motivo de muitas conversas e risadas em família. A curiosidade deles me deixa fascinada. Certo dia fui mostrar um joguinho no iPhone para um lindão de 6 anos, e minutos depois ele não só sabia jogar como estava fuçando em tudo, e dominando tudo.
Esses dias escrevi que era engraçado com depois de adulto a gente tem uns medos tão bobos, se comparados ao desafio que é para um bebê ficar de pé pela primeira vez na vida, e ter que dar sozinho esses primeiros passos.
Melancolias a parte, eu só sei que estou com uma saudade dos tempos de criança e como não posso preencher essa vontade de ser mãe agora, quero ficar perto dos bebês alheios.
PS.: Até hoje a minha mãe, após me chamar três vezes para acordar, chega perto só para ouvir minha respiração, e me chama com a mão no coração. AH MÃES!!!
Sabe quando você ouve uma música, lê uma frase ou um poema e pensa que quem escreveu sabia exatamente como estava a sua vida? As obras da escritora e jornalista Clarice Lispector, sem dúvida estão em uma das que você já leu e pensou isso.
Em 09 de dezembro de 1977, um dia antes de comemorar seu 57º aniversário, partiu Clarice Lispector. A Romancista, contista, cronista e jornalista deixou de existir fisicamente, mas conseguiu sem dúvida nenhuma eternizar sua existência em obras do período modernista. E graças as redes sociais, a autora ainda causa alvoroço com reproduções de frases, sendo algumas dela mesmo outras covardemente atribuídas (importante salientar) - que ganham inúmeras reproduções e comentários na internet. Já que os leitores se identificam com a romancista.
Digo que ainda está para surgir alguém que trate o universo feminino com tanta habilidade, tanta honestidade, sem medo que vão dizer, ou pensar. Como descreveu o Caio Fernando de Abreu "Clarice era uma mulher linda, profunda, estranha e perigosa."
Eu me identifico demais com ela, admiro a forma dela de contar a vida em poesia. Mesmo depois de casada Clarice não escondeu o que sentiu pelo seu primeiro amor, as inquietações do seu coração, o quanto era ruim não saber amar quem realmente merecia, o que um coração maltratado era capaz de fazer ou não, até onde valia a pena chorar.
A Hora da Estrela, que tem um significado especial para mim, pois minha mãe disse que leu no caminho para São Paulo. Mostrou que não era a única mulher a se iludir por um homem, a passar tardes de domingo sozinhas, a viver a procura de um espaço na cidade grande, e porque não dizer, de um espaço no coração de um homem. Enfim, mais que mulher Clarice Lispector é o espelho que muitas de nós precisamos. Ler os contos e saber que nada o que se passa é único e exclusivo.
(...) "Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
(...) Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar esta pessoa de nossos sonhos e abraçá-la.
Site oficial - Clarice Lispector por Editora Rocco www.claricelispector.com.br Links da Wikipédia.
Julgar: Pensar, supor, avaliar, emitir opinião, considerar, reputar, formular um juízo: ex. julgar uma pessoa pela aparência.
É fato que existem casos e casos, e principalmente pessoas e pessoas. Mas eu fico impressionada com a capacidade que muitos tem de julgar. Julgam atitudes, relações, e até fatos. Como se muito do que acontece dependesse de uma única pessoa. No post A FALTA DE AMOR É O MAL DO MUNDO, falei que muitos julgam a beleza, julgam casais e pior julgam vidas. Não é de hoje que aprendi a não julgar. Eu fico chateada (afinal sou humana) mas não julgo.
Um exemplo claro é a relação de estranheza que muitas mulheres e homens, tem com os ‘ex ou atuais’ dos ex ou atuais namorados (complicado escrever isso, mas deu para entender). Tem pessoas que não gostam da ex namorada do seu atual, pelo simples fato dela ser ex. Ou da atual, pelo simples fato de ter sido trocada.
Não se dão ao trabalho de imaginar que assim como elas, essas ex ou atuais são mulheres/homens, tem sentimentos; e ambas tem muito em comum, amam ou amaram a mesma pessoa. Esquecem que essas trocas acontecem porque o homem desejou trocar e nada mais. (no caso de traição merece um post a parte).
Esse foi só um exemplo das inúmeras sensações de rancor e porque não dizer ódio, que muitos tem por pessoas que ao menos conhecem. Isso é julgar. Portanto, chega dessa história de crucificar os outros por o que você imagina. E não pelo que elas realmente são.
Coração limpo é sinônimo de serenidade. Julgamentos, suposições trazem muitas mágoas, ressentimentos, ódio só atraem coisas ruins. Sorria!
Deixo aqui a letra de umas das músicas mais sinceras dos últimos tempos. Diz em poucas palavras o que muita gente tem vontade mas não tem coragem. Hoje as pessoas tem medo de dizer 'te amo', tem vergonha de rastejar, de reconhecer que são românticos. E é por isso que o mundo está virado.
Se quer felicidade vem me ver de novo.
Mas se quer amor...
Já
parou para pensar que o mundo está do jeito que está porque tudo é um ciclo? Não
sou ninguém para julgar onde esse ciclo começa, mas pessoalmente tenho minhas
hipóteses. Já falei da falta de amor, e ela sem dúvida é uma das causas, quiçá a
principal delas.
Mas aqui quero falar de MULHERES. Sim, nós mulheres,
mães, trabalhadoras, as experts em jornada dupla. As mulheres guerreiras que
podem ou...
não mudar o mundo.
Outras mulheres (se é que é justo chamar assim) são
hoje o motivo da minha observação e desilusão de um mundo melhor. Essas se
embelezam com segundas intenções, tem seus corpos como objeto de desejo, e AMOR.
Aí amor que palavra é essa para essa peculiaridade? Amor para elas é sentimento
de segunda necessidade, o primeiro é o dinheiro, o poder, o sexo, e outras
coisas menores.
E sabe o que deixa NÓS mulheres de verdade revoltadas? É
que os homens caem de queixo por essa "variedade". Caem porque elas são no
mínimo inteligentes; É sim inteligentes -- sabem usar o extinto feminino que Eva
lindamente nos deixou, para dominar da maneira mais inflável esses pobres
coitados. Sim, pobres de espirito, que deixam se enganar por um corpo
escultural, e meias palavras. Essas nos envergonham.
Aqui começo a falar
do ciclo. Homens traem mulheres de verdade com "essas aí" - como mentira tem
perna curta, não demora muito para ela descobri e logo vem a decepção,
desilusão... Ela acha que pagando com a mesma moeda vai ganhar alguma coisa e
parte para a traição, perde a fé no amor e na cumplicidade. E entra para o clube
das mulheres objetos. E bingo... Está formado um ciclo cada vez mais comum nos
dias de hoje.
Daqui (para piorar um pouco) nascem filhos, filhas que
mais tarde serão adultos, que se obedecerem a boa e velha estatística serão como
os pais.
Já devo parar de soluçar enquanto escrevo isso? Sim devo. Devo
acreditar no amor, e que ainda há pessoas que se recusarão a compor esse ciclo.
E não porque são bobas, mas por que tem valores.
Homens que ainda
enxergaram que mulher não é objeto, e que existe uma boa parcela de mulheres de
verdade por aí.
Ah... Há um discurso entre eles "de que está difícil de
achar", e eu dou uma dica: Está difícil porque está procurando no lugar errado.
-- Mulheres DE VERDADE estão por toda a parte, e tem características em comum --
Lutam pelo seu próprio dinheiro, estudam ou já estudaram muito, nas conversas
sempre dão um jeito de falar da família e dos amigos. São naturalmente
inteligentes, éticas e claro belas.
Há um fio de esperança? Sim,
mulherada sejam MULHERES de verdade e HOMENS dêem valor. Acreditem que um
sentimento chamado AMOR pode unir e manter uma relação.