Um dia tendo em mãos um copo com água logo pela manhã, resolvi prestar atenção em como eu precisava da água e como ela estava no meu caminho. Percebi no copo, na garrafa que fica o dia inteiro do meu lado, nas fontes que tem no lugar onde almoço, no aquário do hall do prédio, no rio Tietê e seus córregos imundos que contornam todo o trajeto até a faculdade, na torneira onde alivio meu vicio de lavar as mãos, e no chuveiro onde me renovo, limpo e afago meu cansaço.
Água, água e água. Já percebeu quantas vezes no dia falamos a palavra água? E quantas vezes a consumimos? A vemos? É esse elemento que de tão presente em nossa vida, chega a passar desapercebido pelos nossos olhares corriqueiros. Assim como quase tudo que compõe o dia-a-dia, a água tornou-se comum e não essencial.
Será que pensamos se teremos água amanhã? É amanhã (o dia seguinte, não aquele clichê de futuro distante), afinal esse distante está sempre tão próximo que diante de tantas catástrofes climáticas temos que sempre pensar verdadeiramente no amanhã como o dia após a noite.
A água que mata a sede, que refresca, limpa e dá vida, é a mesma que congela, destrói e mata. Pensando como um elemento só pode fazer tanta coisa, refleti na quantidade e forma em que a água nos é apresentada – a mesma água que vem em forma de chuva e enche as represas que abastecem nossas casas e os filtros é a mesma que vem em forma de tempestade e em minutos enche ruas e estradas destruindo tudo que está no seu caminho.
Isso é reflexo da ação do homem que invade o espaço da natureza sem pedir licença. Constrói casas em volta dos rios, joga lixo nos bueiros, entulho nas ruelas e ainda tem coragem de culpar um ser superior pela desgraça das enchentes.
Vimos o caso recente em Santa Catarina, a ação excessiva da água, uma revolta natural, é claro que é comovente e intrigante, diante de tantas pessoas desabrigadas e mortas, a intriga está em pensar se até as crianças tinham alguma culpa e mereciam morrerem soterradas ou afogadas, se mal tiveram tempo de provocar males à natureza. Se elas tiveram culpa ou não a crença de cada um que diga. Se foi um simples fenômeno meteorológico, ou um sinal de que o homem precisa prestar mais atenção em como trata a água e todas as riquezas naturais, é também a crença e a filosofia de cada um, que hão de responder.
Mas uma verdade, é que desperdiçamos esse bem de maneira incontrolável. É impressionante saber que cada pessoa gasta milhares de litros por dia, já multiplicou pelo número de pessoas que você imagina que tem no mundo? Por um lado é melhor nem imaginar, é muita água desperdiçada, podemos entrar em desespero.
Diante de tudo isso só há uma recomendação: Economize!
Diante de tudo isso só há uma recomendação: Economize!
Pode parecer clichê mais uma vez, mas é isso mesmo, faça sua parte. Comece a prestar atenção na importância da água. Que ela vai acabar é uma verdade, mas você pode adiar esse fim.

Parabens Ná....
ResponderExcluirQue você continue com inspiração para escrever cada vez mais bonito!!!
Beijos
Deborah